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17 de dezembro de 2025Essa história de casamento, um pouco longa, aconteceu há uns bons anos. Um casamento classe A, marcado para às 19h00 (informação importante), igreja lotada, noivo, padrinhos e madrinhas no altar, padre, convidados, todos aguardando a entrada da noiva.
Porém, a noiva estava do lado de fora da igreja, dentro do carro e também aguardando sabe-se lá o quê!!! Alguém foi até o carro e disse que ia atrasar um pouco, mas não revelou o motivo. Na cabeça da noiva mil coisas se passaram: será que o noivo desistiu? Alguém passou mal?
Afinal, esse negócio de atrasar é com as noivas, né? E a espera continuou dentro e fora da igreja. Veio outro familiar e disse pra esperar mais um pouquinho e já já ela entraria, mas não diziam o motivo. Mas esperar o quê exatamente, meu Deus?
E o motivo do atraso é que a noiva, o noivo, os padrinhos, o padre e os convidados estavam ME ESPERANDO. Sim, eu fui o motivo do atraso do início da cerimônia. Dado o contexto, vamos para a história.
Eu era uma das madrinhas junto com um primo do noivo que eu não conhecia.
O que aconteceu: marquei hora no cabeleireiro para as 16h (cabeleireiro top em bairro top) para cabelo e maquiagem. Cheguei um pouco antes do horário (aliás, sempre chego antes do horário nos compromissos, pois não suporto a ideia de alguém me esperando, não é ironia, não!), mas o dito cujo estava na casa dele (era um sobrado, salão embaixo, casa em cima).
Deu 16h, 16:30, 16:40 e nada da beldade descer pra me atender e havia outros clientes aguardando. Eu já estava desesperada. Perto das 17h, apareceu a margarida e deu início à minha produção. Tudo feito com a MAIOR CALMA DO MUNDO e então comecei a falar do horário, que, saindo dali, tinha que ir em casa (que ficava longe do salão) tomar banho, me vestir, ir para a igreja.
Não adiantou muito; fui liberada depois das 18h. Detalhe, cidade com talvez uns 650 mil habitantes na época, então tudo longe. Cheguei em casa, mal tomei banho, minha mãe já prontinha me esperando e o namorado da época também.
Perto das 19h, saímos de casa e, no caminho, o namorado, dirigindo, perguntou qual a igreja. Foi quando senti um frio percorrer a espinha, pois eu não sabia qual era a igreja. Na correria não peguei o convite. Passamos pela matriz, fechada. Eu não fazia ideia em qual igreja era a cerimônia. Na época não tinha celular.
Lembrei que a recepção seria no Clube tradicional da cidade, na área central. Fomos até lá e nos informaram qual a igreja, a uns 3 km de distância. Quando chegamos, é claro que a cerimônia já estava na metade e outra pessoa no meu lugar, capturada entre os convidados
pra fazer par com o padrinho.
E eu? Fiquei lá no último banco, linda e maravilhosa, toda produzida e com uma vergonha danada.
Na recepção, tudo de primeira, a noiva veio perguntar o que aconteceu e nem sei o que eu falei, pois era muita vergonha, e então ela me disse o desespero dela no carro sem saber o motivo da espera. Aproveitei a festa, mas com um gostinho de tristeza pelo acontecido.
Essa passagem me fez refletir e perceber que, por mais que planejemos algo, não temos o domínio sobre os fatos e ações de terceiros.
Ah, quanto à produção do cabeleireiro, impecável, mas quanto ao seu profissionalismo e ao horário, muito a desejar.
V I V E M O S!!! Nossas alminhas se alimentaram de TANTA coisa boa.
Eu desejo que seja um dia que fique na memória… para sempre lembrarmos que VIVER VALE A PENA… e que a maior riqueza é O MOMENTO PRESENTE!!! 🥰.
E sairmos por aí felizes e gratos…com o firme propósito de criarmos muitos momentos assim: simples, amorosos, intensos, com a presença ancorada e felizes.
Sigamos companheiros….e que a vida nos reserve momentos incríveis e preserve nossa integridade.
Namaste 🙏🙏

