15 de julho de 2026

As três Copas da minha vida: 1966,1970 e 1982

Desde 1970, assisto as Copas mas dessas, 1966, 1970 e 1982, me marcaram em especial. A primeira Copa do Mundo que tomei conhecimento da existência, foi a de 1966, há exatamente 60 anos, e eu com 10 anos. Morávamos em Sorocaba/SP, na rua Antônio de Oliveira. Foi então que a molecada da rua bateu na nossa casa para saber se minha mãe queria participar do bolão. Sim, já existia bolão, só não sei dizer se era com esse mesmo nome.
11 de julho de 2026

Família viajando para São Paulo

Nasci na zona rural de um município do interior de São Paulo chamado Cândido Mota. Meu pai Sebastião escolheu como a mulher de sua vida uma prima de primeiro grau e, enfrentando a oposição da família, se casaram. Sebastião e Jovina tiveram 8 filhos. Meu pai estudou até o terceiro ano, mas era um visionário; fazia coisas que, para sua época, eram inimagináveis. Ele era engenheiro elétrico e, sem nunca ter estudado, conseguiu levar energia elétrica até nossa casa usando uma motobomba.
26 de junho de 2026

Fui Clarice por um dia

No dia 08/06/1947, num sítio de Universo, no distrito da cidade de Tupã, no Estado de São Paulo, nasceu Clarice, eu. Era domingo. Na segunda-feira, o meu pai, montado em um cavalo, foi para Tupã para me registrar. Ao chegar no cartório, depois de algum tempo cavalgando, pensando na vida, nos afazeres da semana, esqueceu que o meu nome seria Clarice. Afinal, não era um nome comum na época e voltar significava mais um dia de serviço perdido. O cartorário, tentando ajudar, sugeriu um nome muito usado pelas famílias locais, NEUZA. O meu pai concordou, fez o registro e, pelo caminho, veio imaginando como contar pra minha mãe o acontecido.
17 de junho de 2026

A visita da jiboia

Era uma bairro de uma cidade pequena do interior da Bahia.. igualzinha a milhares que existem com a mesma dinâmica: casas grandes, pequenas, quintal, varanda, ruas largas, crianças brincando, soltas e livres e o vai e vem da entregadores de manhã como o carro do leite que vinha abastecer as famílias todos os dias com leite. O movimento de crianças indo para a escola e assim era a vidinha mais ou menos de todos os habitantes.
11 de maio de 2026

Giuseppe Scaletti, meu avô materno – um benzedeiro na marra

Conversando com o meu amigo Robson sobre a crise de bronquite pela qual ele está passando, me lembrei do meu avô materno, Seu Zé, nascido em Piracicaba, mas tendo vivido a maior parte da vida em Sorocaba. Era filho de imigrantes italianos e, pelo que sei, meio “playboy” quando era moço. Era vendedor de frutas, pescador nos rios da região e, aos sábados e domingos, vendia algodão-doce na praça da Matriz.