12 de maio de 2026

Harry e nós

Morávamos em um apartamento no 5º andar, em uma cidade à beira-mar. Pequena, com ares de cidade grande, mas próxima à praia, tudo parece bucólico. Trabalhávamos o dia todo e, nos finais de semana, caminhávamos na orla e fazíamos passeios pelas proximidades. Vida seguia tranquila até que um dia deparamos com uma visita inesperada no banheiro do quarto de casal. Ao abrir a porta, de madrugada, um susto e de repente o Harry estava lá, enorme, batendo as asas, assustado, um lindo Gavião. Fechamos a porta e deixamos ele lá quietinho. Pensamos que de repente, por um motivo qualquer ele resolveu pernoitar por ali, vai que estava passando e reparou que poderia ser uma boa para descansar com segurança.
11 de maio de 2026

Giuseppe Scaletti, meu avô materno – um benzedeiro na marra

Conversando com o meu amigo Robson sobre a crise de bronquite pela qual ele está passando, me lembrei do meu avô materno, Seu Zé, nascido em Piracicaba, mas tendo vivido a maior parte da vida em Sorocaba. Era filho de imigrantes italianos e, pelo que sei, meio “playboy” quando era moço. Era vendedor de frutas, pescador nos rios da região e, aos sábados e domingos, vendia algodão-doce na praça da Matriz.
23 de abril de 2026

Um ano do Memórias que Contam

A ideia de criar um blog para guardar memórias de pessoas 60+, nascidas antes de 1965, surgiu nos primeiros dias de 2025, em face de acontecimentos familiares vividos no Natal e no Réveillon de 2024. Posso dizer também que foi a prática do Tai Chi que potencializou essa inspiração. Porque, todas as terças e quintas, olhando para o mar e buscando a harmonia interior que o Tai Chi proporciona, me senti pronta para concretizar esse projeto. A primeira pessoa para quem eu contei sobre a minha ideia foi o meu marido Marcos, de cara ele gostou e disse que me apoiaria. Esse foi o primeiro passo decisivo, porque nos últimos quarenta e dois anos temos feito tudo em plena concordância.
14 de abril de 2026

A subida da Rua Sete

Meu pai, Oswaldo de Melo Sylos, era inspetor escolar da Secretaria de Educação do estado de São Paulo, lotado em Penápolis até o ano de 1959, quando foi transferido para Sorocaba. Penápolis, uma cidade plana. Morávamos no centro perto da igreja matriz. Como era plana, eu, com minha pouca idade, 8 anos, e sem conhecer outras cidades, nunca havia visto ruas com descida/subida.Com a transferência lá fomos nós, meu pai, minha mãe, minhas cinco irmãs e eu. Fomos de carro, a mudança de caminhão e os vasos de plantas da minha, que não eram poucos e nem pequenos, de trem.
11 de março de 2026

Loteria fake

A narrativa abaixo, ocorreu pelos idos dos anos 80. Trabalhava no jurídico da Real Seguros, com as minhas amigas Marcia e Walkiria, e a nossa gerente era uma figura excêntrica, que gostava de viajar à serviço. Tinha uma secretária, de nome Genilda, que era os olhos da gerente e na sua ausência, transmitia tudo o que ocorria no departamento. Eu, pelo meu modo, era muito visado e a tal gerente me cobrava. Diante disse, resolvi me vingar da secretária. Na época só existia um jogo de loteria, não me recordo qual, só sei que tinha que acertar seis dezenas e o sorteio ocorria aos domingos e eu costumava jogar e a secretaria jogava para a gerente.
31 de janeiro de 2026

O baile do primeiro baile

Essa passagem na minha juventude aconteceu no ano de 1971, em Sorocaba/SP, após completar 15 anos. Foi minha primeira saída à noite totalmente livre e solta. Meu primeiro baile. Era para ser um acontecimento e tanto. O baile aconteceu no Clube União Recreativo, que bombava na época.