
Os discos voadores existem?
25 de julho de 2026Nasci em 1960 e passei minha primeira infância em um pequeno sítio de propriedade de meus pais, entre as cidades de Cândido Mota e Florínea, no Estado de São Paulo, onde o modelo de agricultura era de subsistência.
Sou a 3ª filha de uma família de sete irmãos e, desde muito cedo, em nossa casa, todos nós conhecemos o café, em todas as suas fases: plantio, crescimento dos pés, florada, nascimento e crescimento dos frutos vermelhos e docinhos, a queda dos primeiros grãos pretinhos, a colheita, o abano na peneira, levando terra e palha para longe.
Em casa, nos dias de colheita, nosso pai preparava o terreirão e enchia a caixa d’água para a lavagem do café que descia da roça. Entre uma lavagem e outra em pleno sol quente, muito quente, nós experimentávamos o frescor daquela água suja de café, palhas e terra, com nosso pai nos tirando de lá vez ou outra.
Era como um dia de festa, muitas risadas e água espirrada por todo lado.
E as memórias não param por aí…

