11 de junho de 2026

Dia dos Namorados

A memória me traz a seguinte lembrança: um ex-namorado fez algo que me deixou "p..." da vida e dei uma gelada nele. Isso, uns 2 ou 3 dias antes do Dia dos Namorados. Na época, servidora estadual na educação, em Campo Grande/MS, em meio período, que cumpria no período da manhã. Porém, por um tempinho, em um determinado dia da semana, eu cumpria à tarde e o ex tinha conhecimento disso. E naquele ano, o Dia dos Namorados caiu justamente no dia em que eu deveria ir à tarde. Mas como o destino gosta de tirar onda com a cara da gente, no dia anterior a coordenadora pediu se eu poderia trocar de período e ir de manhã. Eu disse tudo bem. Mas como o ex estava na geladeira, não teve acesso a essa informação. No caso, o destino tirou onda com a cara
12 de maio de 2026

Harry e nós

Morávamos em um apartamento no 5º andar, em uma cidade à beira-mar. Pequena, com ares de cidade grande, mas próxima à praia, tudo parece bucólico. Trabalhávamos o dia todo e, nos finais de semana, caminhávamos na orla e fazíamos passeios pelas proximidades. Vida seguia tranquila até que um dia deparamos com uma visita inesperada no banheiro do quarto de casal. Ao abrir a porta, de madrugada, um susto e de repente o Harry estava lá, enorme, batendo as asas, assustado, um lindo Gavião. Fechamos a porta e deixamos ele lá quietinho. Pensamos que de repente, por um motivo qualquer ele resolveu pernoitar por ali, vai que estava passando e reparou que poderia ser uma boa para descansar com segurança.
11 de maio de 2026

Giuseppe Scaletti, meu avô materno – um benzedeiro na marra

Conversando com o meu amigo Robson sobre a crise de bronquite pela qual ele está passando, me lembrei do meu avô materno, Seu Zé, nascido em Piracicaba, mas tendo vivido a maior parte da vida em Sorocaba. Era filho de imigrantes italianos e, pelo que sei, meio “playboy” quando era moço. Era vendedor de frutas, pescador nos rios da região e, aos sábados e domingos, vendia algodão-doce na praça da Matriz.
5 de maio de 2026

Dra. Norma Kyriakos e a Comissão da Mulher da OAB/SP na minha vida

Conheci a Dra.Norma Jorge Kyriakos em meados de 1987. Ela era a presidente da Comissão da Mulher Advogada, da Seção da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), de São Paulo, que ficava na Praça da Sé, ao lado da Catedral. Eu estava no início da carreira da advocacia, dividia uma sala com um colega, Avalcir Galesco, na Rua José Bonifácio, no centro de São Paulo. Eu e ele tínhamos uma parceria em processos de seguradoras e quase todos os dias eu ia ao Fórum João Mendes Júnior para verificar o andamento dos processos.
23 de abril de 2026

Um ano do Memórias que Contam

A ideia de criar um blog para guardar memórias de pessoas 60+, nascidas antes de 1965, surgiu nos primeiros dias de 2025, em face de acontecimentos familiares vividos no Natal e no Réveillon de 2024. Posso dizer também que foi a prática do Tai Chi que potencializou essa inspiração. Porque, todas as terças e quintas, olhando para o mar e buscando a harmonia interior que o Tai Chi proporciona, me senti pronta para concretizar esse projeto. A primeira pessoa para quem eu contei sobre a minha ideia foi o meu marido Marcos, de cara ele gostou e disse que me apoiaria. Esse foi o primeiro passo decisivo, porque nos últimos quarenta e dois anos temos feito tudo em plena concordância.
14 de abril de 2026

A subida da Rua Sete

Meu pai, Oswaldo de Melo Sylos, era inspetor escolar da Secretaria de Educação do estado de São Paulo, lotado em Penápolis até o ano de 1959, quando foi transferido para Sorocaba. Penápolis, uma cidade plana. Morávamos no centro perto da igreja matriz. Como era plana, eu, com minha pouca idade, 8 anos, e sem conhecer outras cidades, nunca havia visto ruas com descida/subida.Com a transferência lá fomos nós, meu pai, minha mãe, minhas cinco irmãs e eu. Fomos de carro, a mudança de caminhão e os vasos de plantas da minha, que não eram poucos e nem pequenos, de trem.